Amanheço na manhã fria de minh'alma desguarnecida;
Amanheço na manhã fria de frio sentimento no coração estarrecido;
Amanheço na manhã fria na úmida calçada, qual coração fui tolhido;
Transpasso o dia a trilhar, ora aqui, ora ali, qual folha arremessada ao sabor do vento desprecavido;
Transpasso o dia nos sorrisos avulsos dos rostos que guardam tantas verdades, ora por mim esquecido;
Transpasso o dia nas sombras vultosas de cercas e concretos, que pelo estranho caminho assisto e assimí-lo;
Transpasso o dia na busca do singular descanço, que talvez não me sejas de todo merecido;
O silêncio da noite cai, e as palavras engasgadas rogam estar escondidas;
O silêncio da noite cai, e com ela o desvario e a euforia, mas não para esta sombra que anseia estar escondida;
E o silêncio da noite cai com os olhos úmidos no pranto da esperança, que se desfaz frente ao despertar da aparente nova aurora cinzenta, da manhã fria de todos os dias...
Alexsandro Nunes =] (Maio de 2.012)

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