Meus quereres,
Meus dizeres,
Meus amores,
Meus pendores...
Na augusta noite
que se impõe,
frente ao esquecimento
que o tempo opõe...
Num lapso de pensamento,
um lugar se faz circunscrito...
Que fora no passado?
Nas plumas perfumadas
dos mananciais, ou
em algum charco
tentando se libertar...
Mas isso não importa mais...
Quisera alcançar
a luz dos anjos,
das estrelas, dos arcanjos...
Ou apenas, acompanhar
o piscar lento de um
vaga-lume ao relento...
Frente a mata densa
escapando-me dos
olhos a sua presença...
Quisera brincar alegre
pelos floridos campos
como criança serena,
ou apenas almejar paz
para as aflições e incertezas...
No entanto me resta
o sonho atordoado
de um beija-flor em busca
de alguma doce flor...
E quem sabe algum dia
em meio as cinzentas tardes
que o outono trazia...
Possa encontrar respostas,
mesmo que acabrunhadas
para esta busca desenfreada...
Alexsandro Nunes (07/2.012)


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